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VOCÊ PENSA EM TROCAR SUA FORMA DE PISAR PARA PREVENIR LESÕES?

Antes de tomar qualquer decisão leia este texto para que o faça com a certeza do porque está fazendo seguindo o que cientistas dizem à respeito desta temática.


Dadas diversas informações já veiculadas por muitos pesquisadores como:

a. corridas que não sejam com retropé estarem associadas a diminuição do risco de lesão;

b. trocar uma corrida de retropé para outra forma de pisar (mediopé ou anteopé) pode reduzir o risco de lesão e aumentar a economia de corrida;

c. efetuar a mesma troca reduzirá a economia de corrida e aumentará a carga nos músculos flexores plantares (panturrilha); ou então,

d. efetuar a mesma troca reduz a amplitude de flexão do joelho, o stress patelofemural, e as cargas verticais.



Uma recente revisão sistemática e metanálise (compilação de trabalhos sobre o tema) fez uma série de análises para deixar esta decisão mais fácil de ser tomada, dada a quantidade de trabalhos que estão tentando responder esta questão, mas são controversos.


Anderson e colaboradores identificaram 53 artigos sobre o tema (quanto tempo seria necessário para lermos todos eles? :-() ). Dentre eles havia estudos de alta (16), moderada qualidade (35) a baixa qualidade metodológica (somente 2). E os autores utilizaram como critério de inclusão destes estudos:

  1. aqueles que compararam os padrões das formas de pisar , independetemente do piso: esteira ou corrida em solo;

  2. Aqueles comparando corredores com suas pisadas habituais comparando com padrão de pisada imposto ao participante;

  3. aqueles cujos participantes corriam descalços, e com os próprios calçados, ou calçados padronizados, desde que as comparações fossem feitas com as mesmas condições de calçados.



Em termos de lesões, os autores identificaram que somente 1 artigo fez esta relação entre o tipo de pisada e incidência de lesões, onde na comparação entre as pisadas, retropé e as demais agrupadas, houve uma maior incidência de lesões nos corredores de retropé em três níveis de severidade de lesão (leve, moderada e severo). Dada esta condição os autores sugerem uma urgente realização de estudos que acompanhem a médio e longo prazo a a taxa de lesões neste dois tipos de corredores, algo difícil de ser realizado, pois uma percentual muito elevado de corredores recreacionais correm com retropé (estudos mostram indices de 75 a 93% de participantes de provas de 10k a meia maratona).


Em termos de economia de corrida, os autores identificaram 5 artigos comparando o padrão de pisada em corredores experientes. Na compilação destes 5 estudos demonstrou-se um conflito de evidências entre as corridas habituais em retropé e as demais agrupadas, em velocidades lentas (10.8–11.0 km/h), médias (12.6–13.5 km/h) e rápidas (14.0–15.0 km/h). Os dois estudos com velocidades mais baixas e tipo de pisada habitual tiveram o consumo de oxigênio (O2) aumentado com as pisadas em mediopé e antepé, o mesmo acontecendo nas velocidades mais elevadas. Já na velocidade média, o consumo de O2 foi maior para a corrida de retropé. E na troca de pisada, com a imposição de uma pisada em antepé e mediopé, nas velocidades de 10,8 e 12,6 km/h, houve o aumento do consumo de O2, e quando foi imposta uma corrida de retropé, em todas as velocidades, não houve diferença no consumo de O2.


Observando estes resultados, os autores afirmam que a troca da forma de pisar não apresenta evidências suficientes para se afirmar a melhora da economia de corrida com a corrida em ante ou meiopé. Eles ainda afirmam que a utilização do treinamento de força, assim como a pliometria, estes sim apresentam uma maior possibilidade de aumento da economia de corrida.


Os autores concluem que dadas as relevâncias apresentadas é limitado afirmar que alterar a forma de correr para antepé ou mediopé é infundada baseado nas evidências até este momento. Com relação à economia de corrida a alteração do padrão pode não ser recomendado para corredores sem lesão com pisada em retropé.



Portanto, antes de pensar em trocar a forma de correr pense em otimizar a forma como corre. Apesar de a corrida ser algo tão enraizado em nossos movimentos, como uma habilidade motora fundamental, é importante que descubramos a forma menos agressiva de se correr. Para isso é importante uma avaliação de sua corrida, e um possivel retreinamento da mesma. Quer saber como? Clique no logo abaixo.





Referência:

Anderson, L. M., Bonanno, D. R., Hart, H. F., & Barton, C. J. (2020). What are the benefits and risks associated with changing foot strike pattern during running? A systematic review and meta-analysis of injury, running economy, and biomechanics. Sports Medicine, 50(5), 885-917.





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